terça-feira, 1 de novembro de 2011

Neverland


Às vezes fico querendo saber qual será meu destino
Que estrada irei caminhar
Qual será a cor do meu céu...
Preocupar?
Sim! Por mais que Deus guia tudo,
A curiosidade me consome...
Será que vou acabar em uma sala de aula
Ou embaixo de algum viadulto
Ou em alguma esquina passando madrugadas...
Será que tudo vai ser muito vazio
Ou a multidão vai tomar conta de mim?
Ou talvez seja um solitário feliz
Com alguns amiguinhos invisíveis?
Coisa de criança...
Sim, poderei morar num castelo de areia
Ou ter todos os que construí durante a existência


O pano pode cair,
E eu posso revelar toda aquela essência
Que me intimidei ao querer mostrar...
Pode ser que a percussão me guia
Pode ser que a guitarra me transforma
Ou que o silêncio me tome de vez
E eu fique possuído por toda solidão...

O mundo pode acabar
A luz pode apagar
O fogo pode deixar de clarear
O calor pode não haver mais
E até o frio congelar tudo
E eu continuar alí, intacto...

Poderei escrever poemas
Ou fazer da minha vida algo (a)poetizado
Posso me voltar à crônicas
E posso me esquecer de tudo isso
E ao invés de desabar com uma folha de papel
Eu posso , tão” sonhadamente”, chorar por toda vida
Nos ombros de alguém... E pode ser que eu sorria!
Sorria até a pele não esticar mais...
Pode ser que eu caia no samba...
No quarto, na rua, no Rio, em Salvador ou no meu próprio túmulo
Ou até quem sabe na terra do nunca...
Neverland, será você meu destino?

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